quinta-feira, 11 de junho de 2015

Correr pode retardar os efeitos do envelhecimento



Estudo realizado nos Estados Unidos sugere que correr com freqüência pode retardar os efeitos do envelhecimento. A pesquisa analisou 500 idosos com mais de 50 anos que tinham o hábito de correr, durante um período de 20 anos e comparou a saúde e bem-estar físico desses participantes com um grupo similar de não-corredores.

Depois de 19 anos, os pesquisadores da Stanford University Medical Center identificaram que 34% dos idosos que não corriam haviam morrido, comparados com apenas 15% entre os que corriam com freqüência.

A pesquisa, publicada na revista científica Archives of Internal Medicine, observou ainda que ambos os grupos passaram a ter mais deficiências físicas com o passar dos anos, mas o início destas deficiências começou 16 anos mais tarde para aqueles que praticavam a corrida.

“O estudo tem uma mensagem que incentiva o exercício. Se você precisa escolher uma coisa para fazer as pessoas ficarem mais saudáveis durante o envelhecimento, seria o exercício aeróbico”, afirmou o professor James Fries, principal autor do estudo.
Benefícios
No início da pesquisa, os idosos do grupo dos corredores corriam cerca de quatro horas por semana. Depois de 21 anos, o tempo de corrida diminui para 76 minutos semanais.

Segundo o estudo, mesmo com a redução do tempo, os idosos puderam sentir os benefícios da prática do exercício na saúde e a diferença entre a saúde dos idosos corredores e não-corredores foi observada mesmo depois que os participantes passaram dos 90 anos de idade.

Além de diminuir o batimento cardíaco e as mortes relacionadas com problemas arteriais, a prática da corrida também foi associada com uma redução no número de mortes prematuras causadas por doenças neurológicas, câncer e infecções.

Os pesquisadores analisaram ainda os possíveis danos que correr com freqüência poderia causar nos idosos, como problemas nos ossos ou juntas. No entanto, a pesquisa sugere que não encontrou provas de que os idosos corredores tinham mais chances de sofrer com osteoporose ou problemas no joelho do que os não-corredores.

Segundo Fries, “os benefícios do exercício físico são maiores do que o esperado”.

Vamos Correr!

Por Wanderlei Oliveira

Matéria publicada no Portal R7

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Sem vida ativa, é possível engordar até 24kg por ano



Em razão das “facilidades da vida moderna”, o ser humano deixa de gastar diariamente cerca de 600 kcal, algo comum há mais de 30 anos, o que equivale a um acúmulo de 24 kg de gordura por ano, segundo o professor titular de Nutrição da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP), Antônio Herbert Lancha Jr.

“Com as novas tecnologias, o ser humano deixou de se locomover em atividades cotidianas, reduzindo o gasto de calórico, o que traz consequências negativas, como engordar.”, afirma o professor.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 30 minutos de atividade física diariamente em cinco dias por semana.

Para Lancha, além disso, todas as pessoas devem se tornar mais ativas no dia a dia: “subindo um ou dois andares de escada, por exemplo, evitando o elevador quando possível, dando prioridade à escada, descendo um ponto antes do ônibus quando possível e fazendo deslocamentos pequenos e médios à pé”.

“São várias as atividades diárias que, agregadas à prática regular de exercícios físicos, promovem benefícios muito importantes para a saúde”, completa Lancha.

De acordo com o especialista, as atividades físicas já são consagradas como benéficas para uma vida saudável preservando massa muscular, e minimizando dores articulares.

“Além de contribuir para a redução de gordura corporal, esse hábito reduz as concentrações de triglicérides e de glicose, e estimula a produção de substâncias que agem como anti-inflamatórias no organismo”, esclarece o professor.

“A gordura visceral, aquela típica masculina, possui características metabólicas pró-inflamatórias. A prática regular da atividade física aeróbia reduz essa gordura promovendo, assim ação sinérgica nas reduções das inflamações crônicas. Diversas doenças típicas do envelhecimento são decorrentes de quadros de inflamação”, afirma o professor.

Lancha ressalta que, com uma vida mais ativa, o indivíduo que apresenta um acúmulo de gordura abdominal e doença cardiovascular associada tem a possibilidade de diminuir os riscos de enfarto, reduzir o colesterol e a pressão arterial.

Os exercícios físicos também são responsáveis por diminuir as chances de doenças do envelhecimento, como Alzheimer e outras doenças agravadas pelas inflamações crônicas como a demência senil.

“Embora essas doenças sejam mais recorrentes na velhice, é possível atuar na prevenção dos adultos jovens. Não podemos ignorar os fatores genéticos que serão mitigados caso se inicie a atividade física regular precocemente. Nunca é cedo demais e tarde demais”, reforça.

“Em qualquer época da vida é possível começar a prática de atividade física, o idoso evolui as capacidades físicas como força, flexibilidade bem como capacidade aeróbia. O início tardio compromete o aprendizado de habilidades pela falta de repertório motor, que adquirimos na infância e adolescência. Por isso, um idoso que nunca praticou exercícios, por exemplo, evoluirá mais que aquele que sempre fez, entretanto estará sempre abaixo da sua própria capacidade se tivesse iniciado na juventude.”

Matéria publicada no site Exame

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Por que o açúcar é tão mal falado?



Comer alimentos ricos em açúcar não é um problema desde que com equilíbrio, já que o corpo precisa desse nutriente para um bom funcionamento.

O açúcar se tornou o vilão das dietas e da alimentação. Além de muitas vezes ser tratado como responsável pela obesidade, é possível encontrar inúmeras receitas e opções de regimes com a exclusão do açúcar. Para entender por que o açúcar é tão mal falado, conversamos com o sociólogo Raul Lody, antropólogo e autor do livro “Caminhos do açúcar”, e o endocrinologista Marcio Mancini, responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP, para esclarecer os principais mitos sobre o tema.

Segundo Lody, para entender o cenário da “vilanização” é preciso ter conhecimento da história cultural do ingrediente. “O açúcar surgiu há milhares de anos e passou a ser reconhecido no mercado na Idade Média, quando comerciantes árabes aproximaram o mundo oriental do ocidental no processo de trocas. O açúcar era uma especiaria, assim como o cravo e a canela. Tinha um preço elevado e, portanto, acessível apenas para os ricos. Na época, o produto era mais caro que a grama do ouro e considerado como um medicamento ou até presente, entregue para reis, papas e nobreza”, explica.

Porém, em paralelo, o sabor doce já era apreciado desde muito tempo. Aliás, era o sabor adocicado que ajudava as primeiras tribos de humanos a diferenciarem um alimento bom para consumo de um perigoso. Antes da expansão do açúcar, os pratos usavam o açúcar de beterraba e o mel de abelha. Foram os portugueses que abriram o mercado do ingrediente durante as Grandes Navegações com caminhos para o comércio entre os países. No Brasil, Portugal encontrou solo adequado para o grande plantio da cana-de-açúcar. Já na Revolução Industrial, surgiram novas necessidades para a indústria alimentar, consolidando milhares de receitas com o componente.

No Brasil, o açúcar se tornou uma importante fonte de renda e virou parte da cultura. “Como cultura, o açúcar é o mocinho. O brasileiro tem uma relação forte com o ingrediente e isso é refletido até na enorme produção dos doces no Brasil. O paladar para o doce é extremamente cultural. Da mesma forma que uma pessoa não nasce falando um idioma ou optando por uma religião, as receitas doces foram introduzidas no paladar, o que denominamos como memória cultural”, explica Lody.

Apesar de ser o “mocinho” cultural, o ingrediente, tão estabelecido na dieta brasileira, tem sido citado como o “vilão” da saúde, colocado como principal causador de doenças, como a obesidade. “O açúcar como vilão é uma conclusão generalizada de dados e estudos individuais. Cada pesquisa tem um determinado viés, e nem sempre é ajustada a outros fatores que envolvem a saúde, como o estilo de vida de cada um.”, afirma Marcio Mancini, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica da Disciplina de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas.

Assim, a ligação do açúcar com a obesidade e outros problemas de saúde é tênue e os dados limitados. Muitas vezes, estudos sofrem interpretações exageradas impondo conclusões não necessariamente corretas.

De acordo com Mancini, “É preciso ingerir calorias com equilíbrio e sem exageros, não excluindo um determinado alimento. Muitas vezes, as pessoas que consomem açúcar ao extremo são as mesmas que comem mais gordura e fazem menos atividade física. Então, é complicado eleger um vilão, seja ele qual for”, diz.

Enfim, açúcar faz mal?

Não, o açúcar não faz mal, desde que o seu consumo seja equilibrado. O ingrediente é a principal fonte de energia do cérebro e ativa o neurotransmissor serotonina, responsável pela sensação de prazer e bem-estar. “Esse ingrediente age no organismo como qualquer outro. Se você consumir o sal ou gorduras em excesso, não fará bem também”, explica Mancini.

Muito tem se falado sobre o açúcar como responsável pela obesidade. “É mito dizer que esse ingrediente é o culpado pela obesidade. Essa doença não pode ser incriminada isoladamente, pois é um problema com diferentes indícios. Pessoas com obesidade e até mesmo com diabetes não precisam eliminar totalmente o açúcar da sua alimentação. O imprescindível para esses casos é ingeri-lo com acompanhamento médico”, finaliza Mancini.

Matéria publicada no Diário da Manhã


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Mitos e verdades sobre exercícios físicos



Ao iniciar a prática de exercícios, muitas dúvidas acabam surgindo, principalmente sobre quais resultados podemos alcançar, em quanto tempo, o que é mais indicado para cada um.
Academia não faz milagre, resultados dependem de esforço e persistência sem se esquecer de uma boa alimentação.

Ao iniciar a prática de exercícios, muitas dúvidas acabam surgindo, principalmente sobre quais resultados podemos alcançar, em quanto tempo, o que é mais indicado para cada um… Para esclarecer as dúvidas mais frequentes, a educadora física Juliana Oliveira, da academia Contours, comenta sobre os principais mitos e verdades que giram em torno do mundo fitness.

1. Musculação faz perder peso?

Verdade. A musculação auxilia no aumento da massa muscular (massa magra) e contribui para acelerar o metabolismo, diminuindo a gordura corporal. Em relação à balança, pode haver variação ou não devido à substituição da gordura por massa muscular, de acordo com o treino.

2. Trinta minutos por dia é tempo suficiente para praticar exercícios e obter resultados?

Verdade. Trinta minutos é tempo suficiente para atingir resultados. O tempo não determina a qualidade do treino e sim a combinação de exercícios eficientes e suas intensidades, de acordo com o objetivo de cada aluno.

3. Malhar em jejum traz melhores resultados?

Mito. Treinar em jejum não ajuda a emagrecer. Ficar muito tempo sem comer diminui o nível de glicogênio, responsável por dar energia ao corpo, fazendo com que aumente a perda da massa muscular e gerando fraqueza. Fome e treinos exaustivos podem causar mal-estar, tonturas e desmaios.

4. O tecido da roupa que se usa na hora de praticar exercícios pode comprometer o resultado?

Verdade. A roupa tem que ser adequada ao exercício. Dê sempre preferência às roupas leves, que não limitem a execução do movimento. Evitar roupas pesadas, quentes e extremamente apertadas.

5. Beber água gelada com o corpo muito quente é prejudicial a saúde?

Verdade. Água gelada com o corpo muito quente pode causar choque térmico, inflamação da garganta, entre outros problemas de saúde. O ideal é sempre beber água em temperatura ambiente enquanto se praticam exercícios.

6. Suar significa emagrecer?

Mito. Suar não queima calorias, somente aumenta a perda de água e sais minerais do corpo. Ao eliminar a água do corpo, é possível sentir uma sensação de leveza. Mas após a reposição do líquido, o peso corporal continuará o mesmo.

7. Combinar exercícios aeróbicos e anaeróbios é a melhor forma de emagrecer?

Verdade. A combinação é muito vantajosa, pois aumenta a queima de gordura e consequentemente, a perda de peso. Além disso, melhora o enrijecimento da musculatura, aumentando a força e a massa muscular.

8. Grávidas não podem praticar exercícios físicos

Mito. Grávidas não somente podem como devem incluir atividades físicas durante a gestação. Isso porque exercícios podem trazer benefícios para a gravidez, como o melhor preparo físico cardiopulmonar, e diminuir os incômodos comuns desta fase. Observação: é importante sempre consultar um médico antes de se inscrever na academia e ter alguns cuidados, como evitar impactos, principalmente nos primeiros meses da gestação.

Matéria publicada no site Saúde Plena

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Grávidas que fazem exercício reduzem riscos de Diabetes



A gravidez não é, nem pode ser, um impedimento para a prática de exercício físico. E os benefícios de manter-se ativa são imensos. As grávidas que praticam exercício físico reduzem os riscos de sofrer de Diabetes e quanto mais cedo começarem a atividade física, menos riscos correm.

Se a prática do exercício começar logo nos primeiros tempos da gestação, os ricos de ficar diabética caem mais de 30% em comparação com as grávidas que não se exercitam, conta o The Guardian.

Gema Sanabria-Martinez, do hospital espanhol Virgen de la Luz, conduziu o estudo que analisou 13 anteriores estudos que envolveram 2.897 mulheres e investigaram a relação entre a prática de exercício físico e os riscos de sofrer de Diabetes gestacional.

Uma das principais conclusões é que as grávidas ativas além de ficarem menos propensas de sofrer Diabete, não ganhavam tanto peso durante a gestação como aquelas que se mantinham sedentárias. Além disso, as mulheres que fizeram exercício durante a gravidez deram à luz bebés mais saudáveis, conta o The Guardian.

A equipa liderada por Virgen de la Luz indica que “os resultados mostram que o exercício físico durante a gravidez reduz o risco de Diabetes gestacional e também reduz o ganho de peso”.
Treinos aeróbicos, de força, resistência, flexibilidade e alongamento são os mais aconselhados.

Matéria publicada no site Notícias ao Minuto


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terça-feira, 9 de junho de 2015

Estudo mostra que é possível fazer bem duas coisas ao mesmo tempo



Um estudo da Universidade da Florida, nos Estados Unidos, desafia a noção de que ser multitarefa, fazer duas coisas ao mesmo tempo, pode prejudicar o desempenho em uma das atividades.
Pesquisa americana testou desempenho de idosos que realizaram tarefas cognitivas enquanto se exercitavam em bicicleta ergométrica.

Esqueça a desculpa do “não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo”. Um estudo da Universidade da Florida, nos Estados Unidos, desafia a noção de que ser multitarefa pode prejudicar o desempenho em uma das atividades. Em um levantamento com idosos que completaram tarefas cognitivas enquanto se exercitavam em uma bicicleta ergométrica, os pesquisadores descobriram que a velocidade de ciclismo dos participantes melhorou, sem nenhum prejuízo para o desempenho cognitivo.

Os resultados do estudo — apoiado por um subsídio do Instituto Nacional sobre Envelhecimento — foram publicados esta semana na revista PLOS ONE. A descoberta foi uma surpresa para os investigadores Lori Altmann, professor associado de ciências da fala, linguagem e audição da Faculdade de Saúde Pública e Profissões da Saúde, e Chris Hass, de fisiologia aplicada e cinesiologia na Faculdade de Saúde e Humano Performance.

Originalmente, eles queriam determinar o grau em que o desempenho de tarefa dupla sofre em pacientes com Parkinson. Para isso, os pesquisadores fizeram um grupo de pacientes acometidos pela doença e um grupo de idosos saudáveis completarem uma série de testes cognitivos cada vez mais difíceis enquanto pedalavam.

— Todo estudo do tipo que eu conhecia mostrava que, quando as pessoas estão a fazer duas coisas ao mesmo tempo, fazem algo pior. Todo mundo já tentou andar com pressa em algum lugar e, de repente, a pessoa na frente deles tira um telefone e retarda o andar. Francamente, isso é o que nós esperávamos desse novo estudo — disse Altmann.

A velocidade de ciclismo dos participantes foi cerca de 25% mais rápida ao fazer as tarefas cognitivas mais fáceis, mas tornou-se mais lenta conforme as atividades ficavam mais difíceis. Os resultados sugerem que a combinação das tarefas cognitivas mais fáceis com a atividade física pode ser uma forma de levar as pessoas a exercitar de forma mais vigorosa. Os pesquisadores planejam fazer deste um tópico para futuras pesquisas.

As razões para o sucesso dos participantes incluem vários fatores, dizem os pesquisadores, mas uma explicação poderia ser a excitação cognitiva que ocorre quando as pessoas antecipam a conclusão de uma tarefa cognitiva difícil. Da mesma forma, o exercício aumenta a excitação em regiões do cérebro que controlam o movimento. A excitação aumenta a liberação de neurotransmissores que melhoram a velocidade e a eficiência do cérebro, particularmente os lobos frontais, melhorando assim o desempenho do motor e em tarefas cognitivas.

— O que a excitação faz é dar-lhes mais atenção para se concentrar em uma tarefa — disse Altmann.

Os participantes do estudo com doença de Parkinson não aceleraram tanto quanto os idosos saudáveis. Isso pode ser porque a excitação que deriva de exercício cognitivo e físico é dependente de dopamina e outros neurotransmissores, que são deficientes em pessoas com Parkinson.

Matéria publicada no site ZH Bem-Estar

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Quatro mitos sobre hidratação que se recusam a morrer



A hidratação é responsável por cerca de 60% do seu peso corporal e desempenha um papel muito importante para garantir que seu corpo funcione normalmente. Mas, deixando as estatísticas de lado, há um par de mitos sobre hidratação que se recusam a morrer.

Como Derek Zoolander sabiamente disseminou com a ajuda da vital cultura pop, a umidade é a essência da vida. Se você gosta de beber água ou não, tanto faz. O fato é que a hidratação é responsável por cerca de 60% do seu peso corporal e desempenha um papel muito importante para garantir que seu corpo funcione normalmente. Mas, deixando as estatísticas de lado, há um par de mitos sobre hidratação que se recusam a morrer.

Primeiro mito: você precisa beber oito copos de água por dia

Esta “regra” é uma das mais conhecidas e repetidas por aí (por pessoas que não tem a menor autoridade para falar do assunto, inclusive). Mas ela é ridiculamente arbitrária e foi tida como lei por muitos desde sabe-se lá desde quando. Na verdade, não existem evidências científicas para suportar essa afirmação. O médico Heinz Valtin, da Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos, foi longe para saber de onde surgiu essa ideia, e o resultado foi um artigo que fala justamente sobre a falta de provas científicas por trás do axioma popular.

A verdade é que as suas necessidades reais podem ser mais do que 8 copos de água, ou menos. Não há nenhum número mágico, e a quantidade muda a cada dia dependendo do seu tamanho, peso, temperatura ambiente, atividades diárias e, mais significativamente, do que você come.

Então, como você sabe quanta água você deve beber?

Antes de toda essa ciência, as pessoas se baseavam em um mecanismo confiável para se certificar de que estavam recebendo água suficiente. Ele é chamado de SEDE, e você pode já deve ter ouvido falar dele. Caso você ainda não tinha entendido: beba o suficiente para satisfazer sua sede.

Segundo mito: se você estiver com sede, é porque você está desidratado

Ao pé da letra e em caso extremos, isso é verdade. A sede é normalmente desencadeada por uma diminuição no teor de água do seu corpo. Mas não é tão terrível como normalmente as pessoas fazem parecer.

Os níveis normais de sede geralmente vêm com uma redução de cerca de 2 a 4% da água corporal. Se você não tiver problemas renais, esta diminuição é geralmente tolerável, e atua como um guia perfeitamente bom para que você saiba quando você precisa de um copo mais de água.

Mas a desidratação se torna um problema real quando você excede uma redução de 5 a 8% da água corporal. Nesta fase, no entanto, você estaria sentindo tonturas e fadiga, em um nível muito mais grave do que uma boca ligeiramente seca. Então, calma.

O princípio também se aplica a sede quando você está se exercitando. Nesse caso, é bom notar se você esquece frequentemente de se hidratar ou termina seus exercícios morrendo de sede. A recomendação dos profissionais de saúde é tomar cerca de um copo de água para cada 10 a 20 minutos de atividade pesada.

Terceiro mito: bebidas esportivas são a melhor opção de hidratação depois do exercício físico

Depende.

As bebidas esportivas são cheias de eletrólitos (íons de sal) que ajudam seu corpo a substituir os perdidos através do suor. Estes eletrólitos são importantes porque são cruciais para o funcionamento dos nervos, e ajudam a manter os níveis de pH do sangue, entre outras coisas.

Mas Gatorade? Ele é menos importante. Uma boa campanha de marketing pode tentar convencer você que ele é o máximo em todas as ocasiões, mas essas bebidas são realmente necessárias somente se você fez um exercício físico muito pesado por um looooongo tempo, como corrida de longa distância, ou horas de caminhada sob o sol quente.

Não importa o quão duro você deu no seu treino de perna. A melhor ideia é provavelmente se esbaldar com água mineral.

Quarto mito: beber bastante água ajuda a liberar as toxinas do seu corpo

Na verdade, não. Há um equívoco popular de que beber grandes quantidades de água vai ajudar magicamente a limpar suas entranhas dos pecados do último fim de semana. Não caia nessa.

Beber quantidades adequadas de água garante que o metabolismo do seu corpo funcione corretamente e execute funções essenciais, dentre elas o processo de desintoxicação natural conduzido pelo fígado e rins.

Mas seu organismo trabalha muito bem contanto que esteja recebendo água o suficiente. Qualquer ingestão adicional não vai ajudar. Na verdade, beber muita água pode até impedir o processo de desintoxicação do seu corpo, uma vez que esse excesso reduz a concentração de sal no sangue, o que pode danificar os rins e fígado e impedir o seu funcionamento normal.

Matéria publicada no site Hypescience

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