sexta-feira, 15 de maio de 2015

Lesões esportivas em jovens e crianças




Você já ouviu falar dos muitos benefícios da atividade física para a saúde. Além de melhorar seu condicionamento físico, a prática de exercícios e esportes também pode melhorar sua auto-estima, coordenação e disciplina (particularmente em crianças). Porém, esses benefícios podem ter um preço: lesões esportivas. Afortunadamente, você pode prevenir muitas lesões esportivas com precauções simples.

Esportes de contato, como futebol, oferecem riscos óbvios de lesões. “Os maiores índices de leões ocorrem em esportes que envolvem contatos e colisões”, diz Dra. Lynne Haverkos, pediatra no NIH (National Institutes of Health). “Lesões na cabeça são as mais sérias e em torno de 21% das lesões cerebrais traumáticas em crianças no EUA está relacionada a esportes e atividades recreativas como ciclismo e skate”, explica Dra. Lynne Haverkos.
É por isso que a primeira coisa que você precisa se certificar é se está usando os equipamentos de segurança apropriados para seu esporte.

Porém, qualquer parte do seu corpo pode se lesionar durantes esportes ou exercícios físicos. Muitas lesões envolvem o sistema músculo esquelético: músculos, ossos e tecidos relacionados, como cartilagens. “Torções e distensões estão entre as lesões mais comuns”, explica Dra. Haverkos, adicionado “joelhos, tornozelos e pulsos são as articulações mais comumente lesionadas”.

Equipamentos podem influenciar nesses tipos de lesões também. Desde calçados apropriadados para corrida, até os patins corretos para patinação, bons equipamentos que se ajustam perfeitamente podem ajudar a prevenir muitos problemas.
    
Lesões esportivas em jovens e crianças

As pessoas tendem a ter diferentes tipos de lesões. Os ossos, músculos, tendões e ligamentos de atletas jovens, por exemplo, ainda estão em crescimento e mais susceptíveis a lesões. Suas placas de crescimento são mais fracas que os ligamentos e tendões próximos.
Crianças que ainda estão aprendendo um esporte possuem maior risco de lesões. Elas podem ser mais susceptíveis a quedas ou colisões porque o corpo ainda não está treinado para se mover da forma correta para o esporte. Caso seu filho pratique esportes, certifique-se que ele está sendo orientado por um profissional qualificado, que o ensinará a técnica correta. Também verifique se o equipamento esportivo do seu filho se ajusta apropriadamente, e que ele o está usando da forma correta. Além disso, veja se o local da prática esportiva é seguro. Campo de futebol esburacado e traves do gol sem manutenção podem causar lesões sérias.

Dra. Haverkos diz que o ideal é que as crianças sejam agrupadas de acordo com seu nível de habilidade e tamanho, não pela idade. Se isso não for possível, deve-se elaborar atividades para acomodar crianças com diferentes níveis de habilidade. Quando duas crianças da mesma idade, mas diferentes níveis de maturidade física, competem entre si, a menos madura fisicamente terá maior risco de lesão.

Outro erro que os pais frequentemente cometem é forçar seus filhos em um nível de competição para o qual eles não estão preparados. Dra. Haverkos diz: “competição deve ser menos importante do que se divertir e socializar. O esporte fornece formas valiosas de estar fisicamente ativo, desenvolver habilidade, sociabilizar e se divertir”.
Pais e treinadores nunca devem forçar uma criança com dor. “Se você forçar  elas podem agravar.

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Pilates é superior ao Treinamento de Equilibrio convencional na qualidade de vida e equilíbrio na terceira idade.



Pilates versus Conventional Balance Training on Functional Balance and Quality of Life in Elderly Individuals: A Randomized Controlled Study

Scholars Journal of Applied Medical Sciences 03/2014; 2(1):221-226.
ABSTRACT The objective of the study was to compare the effectiveness of Pilates intervention (PI) and Conventional
Balance Training (CBT) in improving functional balance and quality of life (QOL) in elderly individuals. In a prospective randomized controlled design, 51 ambulatory elderly individuals were recruited from four different old age homes and randomly allocated into three groups(Pilates intervention-PI; Conventional Balance training-CBT and Control; N=17 in each group). All the groups underwent 6 weeks of supervised intervention programs in their old age homes. Functional reach test (FRT), timed up and go test (TUG), dynamic gait index (DGI) for functional balance and RAND-36 for quality of life were recorded at baseline and after 6 weeks of intervention. The 6 weeks of PI & CBT program resulted in significant improvement of functional balance (FRT, TUG & DGI: p=0.000) and QOL (RAND-36: p=0.000) in ambulatory elderly individuals which was not evident in the control group. However PI was found to have greater improvements in functional balance and QOL scores compared to CBT and control. Both PI and CBT can improve functional balance and decrease propensity to fall in elderly individuals thereby improving QOL. However, PI was found to be superior to CBT in improving functional balance and QOL among ambulatory elderly individuals.
Keywords: Pilates training; Balance training; Geriatric; Physical activity.


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Pilates se mostra efetivo no controle da incontinência urinaria pos – prostatectomia.



Confira o resumo do artigo publicado no conceituado  Neurourology and Urodynamics em março de 2015
 
Is Pilates as Effective as Conventional Pelvic Floor Muscle Exercises in the Conservative Treatment of Post-Prostatectomy Urinar y Incontinence?
A Randomis ed Controlled Trial

Fabiana Rotondo Pedriali e cols

Aims: To verify the efficacy of a Pilates exercise program compared to conventional pelvic floor muscle exercise (PFME) protocol in the conservative treatment of post-prostatectomy urinary incontinence (PPUI). Methods: Baseline
assessment was performed four weeks postoperatively and included 24 hr pad test, bladder diary, and the ICIQ-SF.
Patients were randomised into three groups: Pilates (G1), PFME combined with anal electrical stimulation (G2), and a control group (G3). Both treatment groups had to perform 10 weekly treatment sessions. Primary outcomes were mean reduction of daily pads and mean reduction of ICIQ-SF score four months after surgery. The significance level was set at
P < 0.05. Results: 85 patients completed the study. Differences between treatment groups (G1 and G2) in terms of mean reduction in daily pad usage, 24 hr pad test, and ICIQ-SF scores were not statistically significant ( P > 0.05). The control group differed from G1 in daily pad usage (P ¼ 0.01) and ICIQ-SF score (P ¼ 0.0073). Intergroup comparisons revealed
that 57.7% of the volunteers in G1 and 50% of the individuals from G2 no longer used pads by the end of the treatment period (P ¼ 0.57). In the control group, 22.6% were not using pads four months after surgery, with statistical difference compared to G1 (P < 0.05).

Conclusions: The Pilates exercise program proved to be as effective as conventional PFME to
speed up continence recovery in PPUI. It also achieved a higher rate of fully continent patients when compared to the control group in the short-term. Neurourol. Urodynam.


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quarta-feira, 6 de maio de 2015

SAIBA TUDO SOBRE A CREATINA


A creatina é um dos suplementos mais falados entre os praticantes de atividades físicas. É indicado para aumento de força, melhor recuperação e ganho de massa muscular, mas com certa resistência por supostos problemas para a saúde. “A creatina é estocada nos músculos e usada como fonte rápida de energia para o processo de contração muscular”, explica Jomar Souza, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).
Ela é o conjunto de três aminoácidos (Arginina, Glicina e Metionina) já produzidos pelo organismo – fígado e rins – e armazenados nas células musculares, só que em quantidades baixas. Por isso, muitas vezes há a necessidade da suplementação. “Pessoas com problemas renais e hepáticos devem evitar seu uso, pois pode haver sobrecarga daqueles órgãos”, orienta Souza.
Se consumida adequadamente, não há motivos para se preocupar. Por reter muito líquido, o grande consumo de água é primordial. Consumi-la depois dos treinamentos é o melhor caminho, entre 3 e 5 gramas por dia, sendo possível, ainda, a ingestão junto a outros suplementos, como whey protein e BCAA.
Para corredores, os benefícios se garante apenas há dias de musculação ou de tiros. “Para corridas de meio e fundo, o consumo de creatina não demonstrou nenhum benefício cientificamente comprovado”, diz o especialista.
Indicado: para ganho de massa muscular, aumento de força e recuperação muscular. Para corredores, nos dias de academia ou tiros curtos.
Quando tomar: preferencialmente após os treinamentos.
Quanto tomar: a dosagem deve ser de aproximadamente 3 a 5 gramas por dia.
Efeitos colaterais: se consumida adequadamente, não há motivos para se preocupar. Pessoas com problemas reinais e hepáticos devem evitar o uso para não sobrecarregar os órgãos.
Importante: ingestão de muita água, pois a creatina retém bastante líquido.



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Comportamento da pressão arterial durante o Pilates.



Leia o resumo do artigo , publicado  na Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, Vol. 19, No 6 (2014)

Respostas hemodinâmicas durante e após sessão de pilates em comparação com exercício aeróbico e resistido
Jordane Meneses Junior, Jorge Gomes, José Gomes, Mara Amaral, Renata Madruga, Thamires Silva, Aline Brito

Resumo

Os objetivos foram verificar a segurança da sessão Pilates (SP) por meio do duplo produto e comparar a hipotensão (HPE) com uma sessão aeróbia (SA) e treinamento resistido (SR) em adultos jovens analisando as alterações e comportamento hemodinâmico advindo durante as sessões. 12 adultos jovens do sexo masculino (23,3 ± 2 anos; 23,9 ± 1 Kg/m²) realizaram três sessões exercícios: SA, SR e SP e uma sessão controle (SC) (60 minutos cada). A pressão arterial (PA) e a frequência cardíaca (FC) foram registradas em repouso, durante e após as sessões a cada 15 minutos durante as sessões SP, SA e SC, e a cada dois exercícios em SR. Após a sessão foram mensuradas a cada 15 minutos até 60 minutos. Os dados foram analizados pelos testes ANOVA One-way (intragrupo) com Post Hoc de Bonferroni e ANOVA Two-way (intergrupo) com post hoc de Newman-Keuls. O duplo produto foi calculado (FC x PAS). Os resultados das sessões de exercício elevaram significativamente o duplo-produto com valores médios próximos a 25,000±1670, 16,000±3400 e 14,000±1420 mmHg.bpm respectivamente para SA, SR e SP. Refletiram em HPE sistólica significativas aos 15, 30, 45 e 60 minutos em SA. Aos 45 e 60 minutos em SR, e SP não produziu reduções significativas apresentando reduções dos componentes sistólicos de 4±4 a 6±3 mmHg. Nenhuma sessão produziu alteração HPE diastólica. SP com menores magnitudes apresentou valores médios entre 2 ± 4 a 4 ± 2 mmHg. Entretanto as HPEs não apresentaram diferenças significativas entre as mesmas. Conclui-se que SP apresenta comportamento hemodinâmico seguro em adultos jovens por permanecer abaixo da faixa máxima estabelecida (≤30.000mmHg). Apesar de não observar resultados significativos na HPE, apresenta comportamento hemodinâmico semelhante a SA e SR.



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Método Pilates melhora significativamente o torque isocinetico dos flexores e extensores do joelho.



Veja o artigo publicado na revista brasileira de medicina do exercício e do esporte.

EFEITOS DO MÉTODO PILATES NO TORQUE ISOCINÉTICO
DOS EXTENSORES E FLEXORES DO JOELHO:
ESTUDO PILOTO
Rev Bras Med Esporte – Vol. 21, No1 – Jan/Fev, 2015

RESUMO

Introdução: apesar da popularização do método Pilates como forma de exercício físico, os estudos com
a técnica ainda não têm explorado os seus efeitos sobre o torque isocinético dos músculos extensores e
flexores do joelho. Objetivo: verificar os efeitos do método Pilates no torque isocinético dos extensores e
flexores do joelho em mulheres jovens. Métodos: 10 voluntárias foram submetidas à avaliação isocinética
(60°/s e 300°/s) dos extensores e flexores do joelho, do membro inferior dominante, pré e pós-intervenção
com o método Pilates, considerando-se o pico de torque (PT ) e o trabalho total (TT ). Oito intervenções foram
realizadas ao longo de quatro semanas, constando de 28 exercícios de alongamento e fortalecimento para os
principais grupos musculares. A análise estatística, utilizando os testes t de Student ou Wilcoxon para amostras
dependentes, foi utilizada (p<0,05). Resultados: os resultados mostraram melhora significativa para a maioria
das variáveis observadas, tanto na extensão do joelho (TT 60°/s – 8,98%, p = 0,0166; PT 300°/s – 11,80%, p =
0,0077; TT 300°/s – 19,68%, p = 0,0051), quanto na flexão (PT 60°/s – 11,44%, p = 0,0171; TT 60°/s – 11,55%,
p = 0,0395; TT 300°/s – 12,86%, p = 0,0145), com exceção para duas variáveis, uma referente ao movimento
de extensão do joelho (PT 60°/s – 3,04%, p = 0,4413) e outra ao movimento de flexão (PT 300°/s – 2,30%, p =
0,3873). Conclusão: foi possível verificar que oito sessões de Pilates, realizadas ao longo de quatro semanas,
proporcionaram melhora significativa do torque isocinético dos músculos extensores e flexores do joelho em
mulheres jovens, em relação ao PT e TT (60°/s e 300°/s) para a maioria das variáveis analisadas.




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O dopping de Anderson Silva



Os anabolizantes drostanolona e androsterona, flagrados no exame antidoping do lutador Anderson Silva, são substâncias permitidas para uso clínico específico, mas banidas no esporte. Trata-se de esteroides anabólicos que imitam o efeito da testosterona, hormônio produzido normalmente pelo organismo, e são usados para potencializar o ganho de massa muscular.
As drogas podem ser prescritas em baixas doses para pacientes que precisam ganhar massa magra, como idosos e anoréxicos. Nesses casos, não oferecem riscos à saúde dos usuários. No entanto, quando elas são usadas por atletas com o objetivo de aumentar a força e o desempenho no esporte, a dosagem é até trinta vezes maior do que a prescrita para pacientes. É aí que mora o perigo. Em alta quantidade, a drostanolona e a androsterona podem causar diversos problemas, incluindo câncer no fígado e morte súbita por parada cardíaca.
Especialistas ouvidos pelo site de VEJA explicaram o funcionamento e os perigos dessas substâncias.
Conheça as substâncias detectadas no antidoping de Anderson Silva
O que são a drostanolona e a androsterona?
Trata-se de drogas feitas em laboratório que imitam o efeito da testosterona, hormônio natural do organismo. Dentre os anabolizantes, essas substâncias são consideradas de efeito leve a moderado, em relação a seu grau de estimulação. “A quantidade ingerida é o que determina a intensidade dos efeitos”, afirma Paulo Zogaib, fisiologista e médico do esporte da Universidade Federal de São Paulo.
Como agem no organismo?
O uso dos anabolizantes, em conjunto com um consumo elevado de proteínas e a prática de exercícios físicos, aumenta a massa muscular e a força do indivíduo, melhorando o desempenho no esporte. “Se uma pessoa consome muito mais proteína do que precisa, o excesso é eliminado. Mas se ela usa anabolizantes, a proteína excessiva não é totalmente eliminada e vai para as fibras musculares”, explica Samir Daher, especialista em medicina do esporte e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).
Como agem no organismo?
O uso dos anabolizantes, em conjunto com um consumo elevado de proteínas e a prática de exercícios físicos, aumenta a massa muscular e a força do indivíduo, melhorando o desempenho no esporte. “Se uma pessoa consome muito mais proteína do que precisa, o excesso é eliminado. Mas se ela usa anabolizantes, a proteína excessiva não é totalmente eliminada e vai para as fibras musculares”, explica Samir Daher, especialista em medicina do esporte e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).
Quais são os riscos que essas substâncias oferecem?
Como são metabolizadas pelo fígado, podem causar sobrecarga hepática e, no caso de uso prolongado, câncer neste órgão. Nos homens, os anabolizantes inibem a produção natural de testosterona, levando à diminuição da quantidade de espermatozoides e à atrofia testicular. Nas mulheres, provocam um quadro de masculinização, com diminuição da mama, engrossamento da voz e aparecimento de pelos. “Podem surgir ainda efeitos metabólicos, como aumento do colesterol ruim e diminuição do bom, além de retenção de água, inchaço e elevação da pressão arterial”, afirma Paulo Zogaib. A curto prazo, o uso provoca maior irritabilidade, agressividade e erupções na pele. “Existem relatos de morte súbita por parada cardíaca, em casos extremos”,

Essas drogas são proibidas no Brasil?
Elas são permitidas em dosagens pequenas e casos clínicos nos quais o paciente precisa ganhar massa muscular. “Elas podem ser indicadas para pessoas que sofreram fraturas ou queimaduras sérias e ficam muito tempo acamadas, ou em casos de bulimia, anorexia ou doenças terminais, quando pessoas emagrecem muito em pouco tempo”, afirma Paulo Zogaib. Samir Daher acrescenta que as substâncias também podem ser prescritas para idosos e pessoas com deficiência de produção de hormônios. “Quando ela é usada como doping, no entanto, a dose é até trinta vezes maior do que a recomendada para pacientes”, afirma.
Quanto tempo essas substâncias permanecem no organismo?
De acordo com Samir Daher, a drostanolona e a androsterona podem ficar mais de um mês no organismo. Para que façam efeito nos esportistas, não basta tomá-las apenas uma vez. Em alguns casos, diuréticos são usados para tentar eliminar a substância, mas o chamado “efeito máscara” também pode ser pego pelo exame de doping. “A política de combate ao doping é grande e a cada ano a lista de substâncias proibidas é modificada. O avanço da tecnologia acontece nos dois lados, tanto para o usuário quanto para a detecção”, afirma.


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